Mais de 200 crianças participaram, neste sábado, 29 de novembro, do 1º Festival de Equoterapia promovido pela Sociedade Hípica Cuiabana, com apoio do deputado estadual Fabinho Tardin, no Rancho Marca Espora, em Várzea Grande. O evento celebrou avanços, incentivou a inclusão e destacou cada conquista no processo de desenvolvimento dos pacientes atendidos pelo método terapêutico.
“A equoterapia é uma causa que carrego no coração. Por isso destinamos recursos e trabalhamos para garantir, por lei, que nenhum tratamento seja interrompido por causa de recesso. Ver este espaço funcionando o ano inteiro, acolhendo famílias e levando esperança a quem mais precisa, mostra que estamos no caminho certo”, afirmou Fabinho durante o festival.

Anoura Carvalho, equoterapeuta e fisioterapeuta da Sociedade Hípica Cuiabana, reforçou a relevância do encontro e destacou a Lei nº 12.855, de autoria do parlamentar, que acrescenta dispositivos à Lei nº 10.621, reconhecendo a equoterapia como política educacional e método terapêutico de habilitação e reabilitação para pessoas com deficiência em Mato Grosso.
“É essencial para as famílias e para o desenvolvimento das crianças termos uma legislação que nos ampare. A equoterapia exige continuidade; não pode sofrer interrupções. Quando há paralisações, os pacientes perdem tônus muscular, força e equilíbrio — só acumulamos prejuízos. Ao retornar, precisamos recomeçar do zero. Por isso, essa lei é tão importante para nós, para as famílias e para todas as hípicas que desenvolvem esse trabalho”, explicou Anoura.
Kelly Carvalho da Silva, mãe de Adrian (13) e Arthur (9), que participam do projeto há dois anos, destacou o impacto da terapia na rotina da família.
“O contato com a natureza e com o cavalo ajuda no desenvolvimento social, no equilíbrio e na tranquilidade. Pouca gente sabe, mas crianças autistas podem apresentar flacidez muscular acentuada, e a equoterapia contribui muito para reduzir isso”, relatou.
Kelly também agradeceu ao deputado pelo apoio ao festival. “Esse evento é fundamental para nossas crianças atípicas. A equoterapia oferece uma base importante para o desenvolvimento delas. Quando as atividades são interrompidas por 30 ou 40 dias nas férias, há retrocesso. Ter uma lei que garante a continuidade é uma conquista enorme”, completou.
FONTE: https://fabiotardin.com.br/

