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Agentes de endemias realizam pesquisa com Ovitrampas para mapear presença do Aedes aegypti

Método utilizado é uma tecnologia indicada pelo Ministério da Saúde para medir, de forma quantitativa, a presença de ovos do vetor em áreas estratégicas dos municípios brasileiros

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Vigilância em Saúde e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), realizou um trabalho pioneiro de monitoramento do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, por meio do método de Ovitrampas, uma tecnologia indicada pelo Ministério da Saúde para medir, de forma quantitativa, a presença de ovos do vetor em áreas estratégicas dos municípios brasileiros.

Várzea Grande foi um dos municípios, do estado de Mato Grosso, selecionados pelo Ministério da Saúde para participar do projeto piloto, que ocorre nos meses de novembro, dezembro e janeiro. A ação tem como objetivo avaliar a densidade de ovos por região e, a partir disso, orientar estratégias mais intensas e direcionadas de combate ao mosquito.

O QUE SÃO AS OVITRAMPAS? As Ovitrampas são pequenos recipientes instalados nos quintais das residências com a função de atrair o mosquito fêmea para depositar seus ovos.

Cada potinho contém levedura e uma palheta de madeira, onde os ovos ficam aderidos. Após cinco dias, as equipes do CCZ retornam às casas, recolhem o material e levam para secagem, catalogação e contagem dos ovos.

Esse método é considerado um dos mais eficazes na detecção precoce da presença do mosquito, pois permite identificar regiões com maior circulação do vetor antes mesmo de surgirem casos da doença entre a população.

LOCAIS INSTALADOS – Na última semana, foram instaladas 64 Ovitrampas distribuídas em nove localidades da região do Grande Cristo Rei: Alameda, Ponte Velha, Construmat, Manga, Santos Dumont, 31 de Março, Vista Alegre, Cohab Cristo Rei e o Cristo Rei/Centro.

Conforme explica Roseane Félix, Agente de Endemias e Supervisora Geral de setor, “durante a ação contamos com cerca de 12 pessoas, dentre eles agentes de combate as endemias. As instalações das armadilhas foram realizadas através de quadrantes em cada área selecionada”, disse.

ANÁLISE DOS DADOS – Após o recolhimento, todo o material coletado é encaminhado para a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), que submete as palhetas ao Laboratório Central do Estado (LACEN). É lá que é feito o quantitativo de ovos, indicando quais localidades tiveram maior índice de infestação.

Esses resultados retornam posteriormente para a Vigilância em Saúde de Várzea Grande, que usa as informações como indicador técnico e geográfico para fortalecer as ações de combate ao Aedes aegypti.

AÇÃO PARA O PERÍODO DE CHUVAS – Com a proximidade do período chuvoso, quando as larvas podem eclodir mais facilmente ao entrarem em contato com a água, o Município está intensificando medidas preventivas para evitar o aumento de casos de dengue, zika e chikungunya no próximo ano.

“O estudo com Ovitrampas é fundamental para sabermos exatamente onde o mosquito está circulando com maior intensidade. Assim, nossas equipes de agentes de endemias podem atuar de maneira mais forte, rápida e precisa nessas áreas, evitando que a população sofra com surtos das arboviroses”, explica o superintendente de Vigilância em Saúde, Carlos Valadares.

TRABALHO INTEGRADO E PREVENTIVO – Além da pesquisa científica, os agentes de endemias seguem orientando os moradores sobre a eliminação de água parada, limpeza de quintais e cuidados simples que impedem a reprodução do mosquito.

A iniciativa reforça o compromisso do Município em proteger a população e investir em estratégias de saúde baseadas em dados, prevenção e vigilância ativa.

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