CDL aponta que 45% das empresas cuiabanas tem consumidores devendo parcelasCDL aponta que 45% das empresas cuiabanas tem consumidores devendo parcelas

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Levantamento realizado pelo Núcleo de Inteligência de Mercado da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá) apontou que 45% das empresas tem dívidas a receber. Outros 55% não possuem clientes inadimplentes. Ao todo foram ouvidos 120 empresários de diversos segmentos do comércio (64,90%) e prestadores de serviços (35,10%).

Empresários do comércio e serviços mato-grossenses relataram que o índice de inadimplência em média por empresa está em 27,7% do total faturado. Para conseguir recuperar o dinheiro, 31,7% informaram que tem realizado campanhas com desconto sobre juros, 50% renegociaram novo parcelamento, 23,7% deram desconto sobre o valor principal da dívida e 2,6% buscaram outras formas.

No país, os bancos continuam possuindo a maior fatia com 46,61%, principalmente devido ao atraso da fatura de cartão de crédito. Os setores de água e luz representam 13,15%, comunicação 4,36% e outros 7,34%. Já em Mato Grosso, dados do SPC Brasil apontam que o maior volume em valor por dívidas é de até R$ 1 mil, deixando 44,48% de inadimplentes, próximo a 1,138 milhões de cidadãos.

Para o superintendente da CDL Cuiabá, Fábio Granja, ao comparar Mato Grosso com o cenário nacional, o percentual de inadimplentes no Brasil cresceu 7,64% quando comparado com o mesmo período do ano passado, enquanto Mato Grosso apresentou um aumento de 5,54%.

“A inadimplência gera sempre um sinal de alerta para a economia. Os empresários mato-grossenses através da pesquisa relataram um percentual alto de inadimplência em suas carteiras, isso reflete diretamente no fluxo de caixa o que pode acarretar sérias dificuldades da empresa em conseguir arcar com toda a sua operação, podendo gerar um ciclo de inadimplência. Percebemos no estudo que existem condições de negociações de dívidas atrativas pelos credores do comércio, o que é importante para a sociedade, porém não podemos viver reféns de campanhas, é necessário intensificar os trabalhos de educação financeira para que as famílias possam se organizar financeiramente melhor e assim gerar um consumo mais consciente”, pontuou Granja.

Fonte: https://odocumento.com.br/

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