A vereadora Rosy Prado promoveu, na noite desta quinta-feira (28), uma roda de conversa no Parque Berneck, em alusão ao Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher. O encontro reuniu a prefeita Flávia Moretti, a coronel Emirella Martins, chefe de gabinete da Prefeitura, a major Raíssa, comandante da Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar, a sra. Sirlei Piasecki, coordenadora da Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal, além da liderança comunitária Rosângela e da empresária Eliene, mostrando a união de diferentes setores na defesa das mulheres.
A delegada titular da Delegacia da Mulher de Várzea Grande, Paula Gomes Araújo, destacou a importância da denúncia e das medidas protetivas como ferramentas fundamentais para romper o ciclo de agressões. “Infelizmente, os dados são alarmantes. Mais de 80% das vítimas não tinham medida protetiva. É fundamental que as mulheres registrem boletim de ocorrência, solicitem proteção judicial e consigam romper esse ciclo, evitando que a violência se agrave”, alertou.
A organizadora do evento, vereadora Rosy Prado, avaliou a roda de conversa como um momento de união e fortalecimento diante dos índices crescentes de violência em Mato Grosso. “Foi melhor do que esperávamos, um encontro maravilhoso. A população entendeu o chamado e saímos daqui fortalecidos. Temos mais de 20 leis voltadas para as mulheres e, este ano, a prefeita já sancionou uma lei de nossa autoria que protege servidoras públicas vítimas de violência. Amanhã, será assinado o protocolo da Lei nº 5.158/2023, que cria o selo Empresa Amiga da Mulher Vítima de Violência Doméstica, garantindo oportunidade de emprego e uma nova chance de vida para mulheres em situação de vulnerabilidade”, destacou.
A major Raíssa apresentou dados sobre o trabalho da Patrulha Maria da Penha e reforçou a necessidade de ampliação da equipe. “Nesses últimos cinco anos foram quase 870 mulheres atendidas em acompanhamento. Somente em 2025 já são 148 mulheres assistidas pela Patrulha Maria da Penha em Várzea Grande. A ordem do Comando é ampliar essa cobertura, com mais efetivo e verbas específicas para jornada extraordinária, garantindo que todas as vítimas recebam apoio. Nós acompanhamos não só com atenção, mas também com amor, fiscalizando se o agressor respeita as medidas protetivas e participando do processo de reeducação pedagógica e comportamental”, explicou.
Rosy também chamou a atenção para o cenário preocupante em Mato Grosso. “Em 2024 foram 47 casos de feminicídio em todo o ano. Agora, em apenas oito meses de 2025, já registramos 35 feminicídios. Isso é assustador. Por isso, fiz questão de trazer homens também para essa discussão. Essa luta não é apenas das mulheres, mas de toda a sociedade”, concluiu a parlamentar.
O evento foi marcado pela integração entre Legislativo, Executivo, forças de segurança e comunidade, reforçando o compromisso coletivo de dizer não à violência doméstica e fortalecer as políticas de proteção às mulheres em Várzea Grande.